Inicio
/
Sem categoria
Sem categoria







Informações Úteis Urgência

O QUE POSSO FAZER ANTES DE VIR AO SERVIÇO DE URGÊNCIA?

R: Em primeiro lugar deverão perceber que todos nós (utentes e prestadores de cuidados de saúde) fazemos parte da mesma equipa… e que cada um tem direitos e deveres. Um dos principais deveres dos doentes é a valorização da imagem do Médico de Família, em quem devem confiar e por isso sempre que possível deverá ser o primeiro elo de contacto com o Serviço Nacional de Saúde. Um outro dever é, perante a doença, efectuar uma auto-avaliação séria para então decidir qual será o local onde se deverão deslocar para obter o tratamento adequado... Durante este processo os utentes devem responder à questão: será que a minha doença implica ir a um Serviço de Urgência? Ou posso ir ao meu Médico de Família?

Relembramos que é necessário ter a consciência social de que embora os Serviços de urgência estejam sempre de portas abertas, os seus recursos são limitados, e por isso deverão estar reservados para os doentes agudos urgentes ou emergentes.

Sublinhamos a importância da utilização da linha telefónica Saúde 24, cujo contacto telefónico é 808 24 24 24, e que é um instrumento de primeira linha e muito importante criado pelo Ministério da Saúde que tem como principal objectivo esclarecer e ajudar os utentes. Sempre que possível os utentes deverão inicialmente ligar para este número para uma primeira orientação.

.

QUAIS SÃO ENTÃO AS SITUAÇÕES QUE DEVEM SER OBSERVADAS NUM SERVIÇO DE URGÊNCIA?

R: Os Serviços de urgência estão dimensionados e organizados para assistirem utentes emergentes e urgentes. As situações emergentes necessitam de ser avaliadas e tratadas com a maior brevidade possível em virtude de serem fortemente ameaçadoras da vida, tais como o enfarte agudo do miocárdio ou um grande politraumatizado. Ainda neste contexto, no Serviço de Urgência da ULSAM existem quatro vias verdes, nomeadamente a via verde AVC, via verde coronária, a via verde Trauma e a via verde sépsis para as infecções graves que foram implementadas para acelerar o fluxo dos doentes com estas patologias no Serviço de Urgência para que se inicie o estudo diagnóstico e o tratamento com a maior brevidade possível.

As situações urgentes são aquelas que embora não sejam ameaçadoras de vida, pelo menos numa fase inicial, necessitam de uma avaliação rápida, ou seja, em minutos ou horas e por isso não podem esperar pelo dia seguinte ou pelo Médico de Família.

São algumas das situações consideradas emergentes e urgentes:

  • Dor torácica ou falta de ar severas;
  • Convulsões ou perda de consciência;
  • Febre no recém-nascido (menos de 3 meses de idade);
  • Hemorragia não controlável;
  • Feridas profundas acidentais, com armas brancas ou de fogo:
  • Queimaduras moderadas e severas;
  • Envenenamento;
  • Traumatizados;
  • Fracturas;
  • Problemas relacionados com a gravidez;
  • Dor abdominal severa;
  • Sinais sugestivos de AVC (perda de visão, fraqueza generalizada, perde de força num lado do corpo, alteração da fala, confusão);
  • Ideação suicída e homicida.

.

E QUAIS SÃO AS SITUAÇÕES QUE PODEM SER OBSERVADAS NOS CUIDADOS DE  SAÚDE PRIMÁRIOS?

R: Em primeiro lugar, qualquer situação de doença aguda ou crónica agudizada merece ser tratada e resolvida desde que possível com a maior brevidade e com o melhor resultado, pois é extremamente penosa para os utentes. No entanto, há situações que podem ser tratadas nos Cuidados de Saúde Primários (ou seja, nos Centros de Saúde, nas Unidades de Saúde Familiar) sem prejuízo para o utente e por isso não necessitam de uma admissão hospitalar. São exemplos as constipações… os síndromes gripais não complicados que necessitam apenas de tratamento sintomático (que geralmente se manifestam com dores musculares, febre auto-limitada e tosse…) as dores de garganta… as gastroenterites agudas… os episódios de obstipação… as queixas genitourinárias sugestivas de infeção urinária… as lombalgias (dores nas costas)… os estados de ansiedade… as irritações de pele… a hipertensão e a diabetes que estão mal controlados…


Concluída primeira fase das obras no serviço de urgência do hospital de Viana

O conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) anunciou hoje a conclusão da primeira fase da requalificação do serviço de urgência médico-cirúrgico do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Ler mais.


USF Lethes (Ponte de Lima): consulta de dor crónica com reconhecimento internacional

A dor crónica limita e condiciona muito o bem-estar físico e psicológico de qualquer pessoa e, consequentemente, a sua forma de estar na vida. Nesse sentido, a Unidade de Saúde Familiar (USF) Lethes, em Ponte de Lima, criou, em 2015, uma consulta de dor crónica em cuidados de saúde primários, com a finalidade de dar um melhor apoio assistencial aos seus utentes, ajudando-os neste aspeto.

Ler mais.


Equipa de Gestão de Altas

A Equipa de Gestão de Altas (EGA) é uma equipa hospitalar multidisciplinar da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Objectivo: avaliar e confirmar as propostas de referenciação de doentes em unidades de internamento e equipas da RNCCI.

Encontra-se sediada no hospital de agudos é constituída por três elementos: médico, enfermeiro e assistente social. (Decreto-lei nº 101/2006 de 6 de junho Artigo 23º, nº 1 e 2 e artigo 7º nº 1 da Portaria 50/2017 de 2 de fevereiro).

.

CONSTITUIÇÃO DA EQUIPA DE GESTÃO DE ALTAS DA UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO ALTO MINHO

  • Dr.ª Helena Terleira – Médica;
  • Dr.ª Rute Afonso – Assistente Social;
  • Enf.ª Conceição Fernandes – Enfermeira Especialista – Coordenadora da Equipa;
  • Elisabete Cardoso – Assistente Técnica.

.

LOCALIZAÇÃO/CONTATOS

A EGA da ULSAM encontra-se sediada no Hospital de Stª. Luzia de Viana do Castelo.

Morada: Estrada de Stª Luzia 4901-858 Viana do Castelo

Telefone: 258 802 194

Fax: 258 802 529

Telemóvel: 961 526 750

Email: ega@ulsam.min-saude.pt

Âmbito de abrangência: doentes internados no Hospital de Stª. Luzia de Viana do Castelo e no Hospital Conde de Bertiandos, Ponte de Lima.

.

COMPETÊNCIAS DA EQUIPA DE GESTÃO DE ALTAS

  • Identificação e avaliação precoces dos doentes com necessidades de cuidados continuados integrados;
  • Articulação com as equipas terapêuticas hospitalares de modo a facilitar a identificação e avaliação desses doentes;
  • Apoio e acompanhamento aos doentes e família, durante o processo de planeamento de alta hospitalar;
  • Articulação com as Equipas Coordenadoras Regionais (ECR) e Locais (ECL) da RNCCI, garantindo a continuidade dos cuidados de acordo com as necessidades identificadas;
  • Identificação de estrangulamentos e constrangimentos na saída de doentes.

.

ACESSO À REDE; INGRESSO E MOBILIDADE

(Artigo 31º - DL 101/2006 de 6 de junho)

São destinatários das unidades e equipas da Rede as pessoas que se encontrem em alguma das seguintes situações:

  1. Dependência funcional transitória decorrente de processo de convalescença ou outro;
  2. Dependência funcional prolongada;
  3. Idosas com critérios de fragilidade;
  4. Incapacidade grave, com forte impacto psicossocial;
  5. Doença severa, em fase terminal.

.

POTENCIAIS SITUAÇÕES PARA INGRESSO NA RNCCI

(Artigo 31º - DL 101/2006 de 6 de junho e com a nova redação do DL 136/2015 de 28 de julho, Portaria nº 174/2014 de 10 de setembro e respetiva alteração pela Portaria 50/2017 de 2 de fevereiro)

Podem ser referenciadas as pessoas com limitação funcional, em processo de doença crónica ou na sequência de doença aguda, em fase avançada ou terminal, ao longo do ciclo da vida e com necessidades de cuidados de saúde e de apoio social.

São ainda condições gerais de admissão em todas as tipologias:

  • Alimentação entérica;
  • Tratamento de úlceras de pressão/feridas;
  • Manutenção e tratamento de estomas;
  • Terapêutica parentérica;
  • Medidas de suporte respiratório designadamente a oxigenoterapia ou ventilação assistida;
  • Ajuste terapêutico e ou de administração terapêutica, com supervisão continuada.

.

UNIDADES DE CONVALESCENÇA

São também critérios de referenciação as situações que, na sequência de episódio de doença aguda, impliquem perda de funcionalidade transitória, e careçam de cuidados de saúde que, pela sua complexidade ou duração, não possam ser prestados no domicílio, com previsibilidade de recuperação ou ganhos funcionais atingíveis até 30 dias consecutivos que requeiram:

  1. a) Cuidados médicos e de enfermagem, permanentes;
  2. b) Reabilitação funcional intensiva.

.

UNIDADES DE MÉDIA DURAÇÃO E REABILITAÇÃO

Para além das condições gerais, são ainda critérios de referenciação, as situações que na sequência de doença aguda ou reagudização de doença crónica, impliquem perda de funcionalidade, careçam de continuidade de cuidados de saúde, reabilitação funcional e apoio social e pela sua complexidade ou duração, não possam ser assegurados no domicílio, com previsibilidade de ganhos funcionais atingíveis até 90 dias consecutivos que requeiram:

  1. a) Cuidados médicos diários e de enfermagem, permanentes;
  2. b) Reabilitação funcional.

.

UNIDADES DE LONGA DURAÇÃO E MANUTENÇÃO

Para além das condições gerais, são critérios de referenciação para unidade de longa duração e manutenção as situações que impliquem a prestação de cuidados de apoio social, continuidade de cuidados de saúde e de manutenção do estado funcional, que pela sua complexidade ou duração, não possam ser assegurados no domicílio e tenham necessidade de internamento num período superior a 90 dias consecutivos que requeiram:

  1. a) Cuidados médicos regulares e cuidados de enfermagem permanentes;
  2. b) Reabilitação funcional de manutenção.

.

UNIDADES DE AMBULATÓRIO

São critérios de referenciação para unidades de dia e promoção de autonomia (UDPA) as situações que necessitam da prestação de cuidados de apoio social, saúde, promoção, autonomia ou manutenção do estado funcional de pessoas que, podendo permanecer no domicílio, não podem aí ver assegurados esses cuidados face à complexidade ou duração.

.

EQUIPAS DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS – ECCI

As equipas domiciliárias destinam- se a pessoas em situação de dependência funcional transitória ou prolongada, que não se podem deslocar de forma autónoma, cujo critério de referenciação assenta na fragilidade, limitação funcional grave condicionada por fatores ambientais, com doença severa, em fase avançada ou terminal, ao longo do ciclo de vida, que reúnam condições no domicílio que permitam a prestação dos cuidados continuados integrados que requeiram:

  1. a) Frequência de prestação de cuidados de saúde superior a 1 vez por dia, ou, prestação de cuidados de saúde superior a 1 hora e 30 minutos por dia, no mínimo de 3 dias por semana;
  2. b) Cuidados além do horário normal de funcionamento da equipa de saúde familiar, incluindo fins de semana e feriados;
  3. c) Complexidade de cuidados que requeira um grau de diferenciação ao nível da reabilitação;
  4. d) Necessidades de suporte e capacitação ao cuidador informal.

.

CONSTITUEM CRITÉRIOS PARA EFEITOS DE NÃO ADMISSÃO EM UNIDADES E EQUIPAS

Consideram- se critérios de não admissão em unidades e equipas, as pessoas:

  1. a) Com episódio de doença em fase aguda;
  2. b) Com necessidade exclusiva de apoio social;
  3. c) Cujo objetivo de internamento seja o estudo diagnóstico;
  4. d) Cujo regime terapêutico inclua antibióticos de uso exclusivo hospitalar.

.

CONTINUIDADE DA PRESTAÇÃO DE CUIDADSO

  • Nas situações de em que os utentes internados em unidade da RNCCI careçam de cuidados em hospital integrado no SNS, por um período superior a 24 horas, pode ocorrer reserva de lugar por um período de oito dias, contando os dias de reserva para a determinação da taxa de ocupação da unidade.
  • Em situações excepcionais devidamente comprovadas e justificadas do ponto de vista clínico, o período de oito dias de reserva de lugar pode ser alargado até ao máximo de doze dias, com autorização da respectiva ECL.

.

GLOSSÁRIO

  • Cuidados Continuados: são a sequencialidade, no tempo e nos sistemas de saúde e de segurança social, das intervenções integradas de saúde e de apoio social;
  • Multidisciplinaridade: é a complementaridade da actuação entre diferentes especialidades profissionais;
  • Dependência: situação em que se encontra a pessoa que, por falta ou perda de autonomia física ou intelectual, resultante ou agravada por doença crónica, demência orgânica, sequelas pós-traumáticas, deficiência, doença severa e/ou incurável em fase avançada, ausência ou escassez de apoio familiar ou de outra natureza, não consegue, por si só, realizar as actividades de vida diária;
  • Referenciação: ato de avaliação, pelos profissionais competentes, dos doentes a propor para a RNCCI;
  • Reabilitação Funcional: processo global e contínuo que visa a recuperação, desenvolvimento e manutenção da funcionalidade relativa a todas as áreas de desempenho e estruturas do corpo, com vista à promoção da independência e/ou autonomia otimizando o potencial e minimizando os impactos das incapacidades nas atividades da vida diária e na participação social.
Modelo Ega