A Unidade de Saúde Pública (USP) e o Serviço de Nutrição (SN) da ULSAM desenvolveram um estudo inovador sobre o Impacto Económico, Social e Ambiental do Desperdício Alimentar em Escolas do distrito de Viana do Castelo, no âmbito do Projeto P0DE – Zer0 Desperdício.
Os resultados foram recentemente publicados na Acta Portuguesa de Nutrição (n.º 40, março de 2025).
O trabalho, desenvolvido pelas nutricionistas da área comunitária e saúde pública e técnicos de saúde ambiental da USP, teve como objetivo quantificar o desperdício alimentar em contexto escolar e avaliar as suas consequências em várias dimensões: financeira, ambiental e social .
Resultados em destaque
Em três escolas avaliadas, o desperdício alimentar representou um custo médio de 25 146 € por escola, com os seguintes valores anuais:
- Escola A: 17 062 € (29% do orçamento)
- Escola B: 34 419 € (26%)
- Escola C: 23 958 € (14%)
Além do impacto económico, estima-se a emissão de 4 017 kg de equivalentes CO₂ — o mesmo que um automóvel emitiria numa viagem de quase 12 000 km — e o desperdício de 7 318 m³ de água, o que equivale a cerca de 36 600 duches de 10 minutos.
Em média, foram ainda desperdiçadas 93 refeições por dia, revelando um problema com impacto direto na sustentabilidade e na segurança alimentar infantil.
Caminhos para a mudança
A equipa sublinha a importância de atuar preventivamente, promovendo:
- Formação das equipas de confeção;
- Ajuste de ementas e porções;
- Ações de educação e sensibilização junto dos alunos e da comunidade educativa;
- E mecanismos de redistribuição alimentar eficazes, de modo a mitigar o desperdício e apoiar alunos em situação de maior vulnerabilidade e de insegurança alimentar.
“O P0DE – Zer0 Desperdício representa um contributo essencial para a promoção de uma alimentação escolar mais consciente e sustentável. Identificar o problema é o primeiro passo para mudar.” — Equipa P0DE (Projeto de Otimização das Dietas Escolares)
📄 Consulte a publicação completa:
Acta Portuguesa de Nutrição – DOI: 10.21011/apn.2025.4002
A ULSAM reforça, assim, o seu compromisso com a saúde pública, a nutrição sustentável e a equidade alimentar nas comunidades escolares.


